IX. Sugestão de atividades  
      A apropriação do conhecimento deve se dar de maneira dinâmica e dialética, dirigida a contribuir com a ética e as atuações conseqüentes ao engrandecimento das mais belas tradições, bem como com a consecução do progresso, do amor à natureza e do benefício social.

      As atividades devem vincular-se com os procedimentos apropriados ao ensino participativo individual e em grupo, em forma de realizações tangíveis; uso de informação; construção de modelos; confecção de instrumentos; elaboração de entrevistas; obtenção de resultados; realização de observações e apresentação de registros em forma de tabelas, gráficos, fotos, relatórios, e outros.

      Assim, são aplicáveis as utilizações de vídeos, livros, computadores, Internet, visitas; contatos com laboratórios, entidades, indústrias, universidades (especialmente com seus funcionários e trabalhadores) e outras formas ativas de obtenção de conhecimentos, habilidades e informação, sempre dirigidos ao cumprimento dos objetivos previamente estabelecidos.

      Cada aluno e cada grupo de alunos têm uma tarefa a realizar dentro da atividade, conseqüentemente têm um resultado para mostrar, um objetivo a cumprir. Vale ressaltar que vários tipos de atividades e procedimentos podem ser utilizados para cumprir um mesmo objetivo ou objetivos relacionados, de maneira a conseguir uma compreensão ampla e multilateral, como também a apropriação de habilidades e valores a partir de diversas perspectivas. A preparação das atividades, como parte do plano de aula, é de fundamental importância.

      Na realidade, as diferentes atividades não se dão separadas, por exemplo, durante uma visita existem diálogos, entrevistas, gravação de imagens, realização de registros gráficos, fotográficos, desenho de esquemas para construção de modelos, observações, experimentação, tomada de dados em tabelas para posterior graficação, marcação de coordenadas, coleta de amostras. Mas durante o trabalho individual ou em grupo com ajuda do livro e do computador é possível extrair textos, copiar desenhos, desenhar gráficos, tabular dados, lembrar ou reproduzir sons, etc. Portanto uma atividade se integra a outras, vistas como procedimentos que se complementam. Durante a execução de um projeto acontece a maior e mais abrangente complementação de atividades. Neste sentido, as sugestões a seguir, são um guia e também uma lembrança para a organização das atividades.

Atividades
Livros
Vídeos
TV Escola
Informática
Visitas
 
 

     Os livros didáticos* No crescimento da qualidade do ensino fundamental oferecido nas escolas públicas brasileiras está priorizado o uso adequado e o aprimoramento do livro didático. Isto é essencial ao processo de ensino e aprendizagem, apresentando-se como instrumento básico do trabalho pedagógico desenvolvido pelo professor, dentro e fora da sala de aula.

      Como instrumento de aprendizagem, o livro didático, junto aos demais instrumentos, deve ser usado para apresentar o estudo de conteúdos, bem como motivar a realização de atividades que favoreçam a aquisição do conhecimento, por meio da reflexão, da solução de exercícios, da propiciada observação de fenômenos, de acontecimentos e fatos, da análise e das generalizações, visando o desenvolvimento da criatividade e da crítica. Atendendo a essas expectativas, o livro possibilita ao aluno tornar-se sujeito de sua própria aprendizagem e ao professor assumir a responsabilidade pela condução da mesma.

      Próximos aos livros didáticos estão os livros de consulta, os pára-didáticos, as revistas, as enciclopédias e os dicionários. Eles complementam as informações, as ampliam e ajudam a alcançar maior precisão e ligação interdisciplinar. O professor deve conhecer integralmente o livro didático e as suas projeções de relação com outros meios e procedimentos aplicáveis nas atividades.

*Programa Nacional do Livro Didático - PNLD. MEC. 2004.

 
   

     Os vídeos* A escolha de um vídeo e sua utilização passam por várias etapas de preparação. Deve-se considerar o ajuste do tema aos objetivos estabelecidos, que pode ser total ou parcial, como também, a análise prévia dos vídeos por parte do professor ou do coletivo de professores, a reflexão e discussão sobre o conteúdo e a forma de apresentação; a confecção (caso não exista) de uma ficha técnica, uma sinopse (indicando os aspectos que são tratados e chamando à atenção para determinados assuntos), um roteiro de análise e debates, um elenco de fontes complementares de informação e, finalmente, uma orientação para a concretização (individual ou grupal) de valores, conhecimentos e habilidades, derivados das múltiplas leituras de um vídeo. Junto a tudo isso a medição de quanto foram cumpridos os objetivos específicos da atividade.

      Em união com a TV Escola é possível realizar um trabalho de criação e uso de videotecas. Para tanto podem ser exploradas as possibilidades que oferece o Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) de Rio Branco.

*Ver, por exemplo, Videopédia, Planos de Estudo, Conservação da Natureza. Encyclopedia britannica do Brasil, SP, Lis, 1998.

 
 
 

     TV Escola* Os principais objetivos da TV Escola são o aperfeiçoamento e valorização dos professores da rede pública, o enriquecimento do processo de ensino-aprendizagem e a melhoria da qualidade do ensino.

      Assim, há inúmeras possibilidades de uso autônomo da TV Escola: (1) desenvolvimento profissional de docentes (2) dinamização das atividades de sala-de-aula e extra-classe (3) recuperação e aceleração de estudos; (4) utilização de vídeos para trabalhos com grupos de alunos; (5) revitalização da biblioteca escolar; (6) aproximação escola-comunidade, especialmente a partir da programação da Escola Aberta.

     O Programa TV Escola é transmitido por satélite para todo o país, mas a forma de utilização depende do projeto pedagógico, nesse caso, do sistema municipal de ensino e, mais especificamente, de cada escola. Através da criatividade e autonomia de cada escola se encontram outros usos importantes para a programação da TV Escola.

     A programação destinada ao Ensino Fundamental (de primeira a oitava séries) tem duas horas de duração. Todos os programas são reprisados três vezes ao dia, totalizando 6 horas de programação para o Ensino Fundamental.

     Cada dia da semana aborda uma área específica dentro da proposta dos PCN: Matemática, Língua Portuguesa, Ciências Naturais, História, Geografia, Educação Física, Educação Artística, Ética, Pluralidade Cultural, Saúde, Meio Ambiente e Orientação Sexual. Há, ainda, a área Escola/Educação que analisa assuntos diretamente relacionados à prática pedagógica.

     Às Sextas-feiras, transmite-se Vendo e Aprendendo, programa que apresenta aos professores sugestões de possíveis maneiras de utilizar os vídeos da TV Escola na sala de aula, explorando principalmente a interdisciplinaridade e a transversalidade.

     Esta programação forma parte do Ensino a Distância (TV Escola, Informática na Educação, Salto para o Futuro, etc). O Salto para o Futuro é um programa totalmente interativo. Transmitido ao vivo, de segunda a sexta-feira, tem como proposta a formação continuada do professor de Ensino Fundamental (e de Ensino Médio). Utiliza diferentes plataformas (TV, Internet, fax, telefone e material impresso) no debate de questões relacionadas à prática pedagógica. O programa conta com orientadores educacionais situados em 800 telepostos distribuídos em todo o território brasileiro.

*Acessar: http://www.mec.gov.br/seed/tvescola/. Ver, por exemplo, as publicações Revista da TV Escola, Cadernos da TV Escola e Guia de Programação, editadas pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC).

 
 
 

     A Informática na Educação O emprego da computação no ensino, em particular no Ensino de Ciências Naturais, é ilimitado. Para tanto é necessária a escolha do software apropriado ao objetivo que se quer alcançar. Dentre os tipos a empregar então, tutoriais, simuladores, programas interativos (inclusive jogos), enciclopédias, dicionários; e outros softwares especialmente dedicados ao cálculo, realização de gráficos, escritura de textos, etc. Um lugar particular ocupa a Internet, promovida por ProInfo*, que é um programa educacional do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação a Distância, que visa à introdução das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação na Escola Pública, como ferramenta de apoio ao processo ensino-aprendizagem. O e-ProInfo é um Ambiente Virtual de baseado na Internet, que permite a concepção, implantação e operacionalização de uma infra-estrutura completa para a criação, condução e administração de ambientes de aprendizagem, como cursos a distância, complementos a distância para cursos presenciais, projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de apoio ao ensino-aprendizagem.

*Acessar: http://www.proinfo.mec.gov.br/

 
 
 

     As visitas As visitas, como outras atividades, devem ser preparadas com muito detalhe no que diz respeito aos seus objetivos estabelecidos no plano de aula. A escolha da visita a uma fábrica, um laboratório, um centro de saúde, um ambiente natural ou construído, etc. se deve a determinado fim. Na preparação da visita, o fim se destaca de maneira clara e a seqüência de etapas na realização da visita deve ser desenhada conjuntamente entre os professores, os alunos e a entidade a ser visitada. Significa que os professores deverão visitar antes uma ou mais vezes a entidade em questão, declarar o interesse fundamental da visita, o nível de profundidade e abrangência das informações sobre os aspectos de interesse e o vínculo lógico das disciplinas presentes. Os alunos e professores podem elaborar um roteiro da visita e, caso seja conveniente, roteiros de entrevistas ou perguntas previamente elaboradas para obter as respostas a hipóteses, ou assuntos levantados em sala de aula ou em grupos. A visita deve aportar elementos novos sobre aspectos possivelmente já considerados em uma outra dimensão ou aproximação.

 
   
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