AcreBioClima é o nome compacto do Grupo de Estudos e Serviços Ambientais da Universidade Federal do Acre. Um grupo de pesquisas dedicado ao monitoramento ambiental na procura de respostas entre o comportamento regular do clima da Amazônia e as manifestações de eventos extremos, variabilidades e mudanças climáticas.
O Estado do Acre, Brasil, está localizado na Amazônia Ocidental, na região equatorial, no hemisfério sul; faz fronteira com a Bolívia, o Peru e os Estados do Amazonas e Rondônia. Compartilha com estes vizinhos as bacias hidrográficas do Purus e do Juruá. O Estado do Acre harmoniza no seu ambiente florestas, campos, fazendas, rodovias, hidrovias e cidades.
O Grupo, desde a sua constituição, trabalha com base na cooperação interinstitucional organizada mediante a participação em rede de organismos e pesquisadores.
Uma destas redes, a maior da Amazônia, possibilitou a
criação do Programa de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) do Ministério da Ciência e Tecnologia. Inicialmente o projeto esteve liderado pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE, Cptec) e, atualmente, como programa, está sendo liderado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
São temas relevantes, no contexto, o ciclo hidrológico, as queimadas florestais, a poluição do ar, a química da atmosfera, a saúde das populações, o fluxo da energia solar, as energias renováveis e a capacitação de massas.
Os métodos empregados nas pesquisas que o grupo realiza estão relacionados com a hidrometeorologia, a radiometria solar, a deposição úmida e a energética sustentável. Conta-se com estações de monitoramento hidrometeorológico no leste do Acre, que aos pouco vão se estendendo para as regiões centrais e oeste do Estado com a contribuição do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
Os recursos para pesquisa procedem de editais financiados principalmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através do fundo setorial CT-Hidro relacionado com a Agência Nacional de Águas (ANA). A construção da sede do Grupo e seus laboratórios na UFAC foram realizados mediante recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
O laboratório de radiometria solar para pesquisas de interação da radiação com os componentes da atmosfera (água, aerossóis da fumaça das queimadas florestais) é fruto da colaboração com a NASA que mantém com o LBA uma rede de fotômetros na Amazônia, parte da rede mundial AERONET.
As pesquisas em químida da atmosfera, em particular, estudos de deposição úmida se realizam em colaboração com o Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
Os resultados do monitoramento ambiental e das pesquisas são do interesse mútuo dos colaboradores e do Acre.
O Ministério de Minas e Energia (MME) apoia as pesquisas em energias renováveis na área experimental Limoeiro junto a
produtores rurais. Os antecedentes da colaboração com o MME se remontam ao Programa de Desenvolvimento de Estados e Municípios (PRODEEM) para otimização e instalação de unidades fotovoltaicas em comunidades isoladas da Amazônia.
A divulgação dos resultados das atividades do Grupo se realiza através de jornais, eventos, relatórios, revistas, livros e outras publicações.